Dominando Git

Dominando Git – Parte 1 – Repositórios Remotos

Bruno Carneiro

Bruno Carneiro

A maioria dos desenvolvedores que vejo por aí não conhecem bem o Git. Começam a trabalhar sem saber nada dele e aprendem conforme vão usando a ferramenta. Se a carapuça serviu… não fique envergonhado… aconteceu comigo também!

O que percebi durante alguns anos de experiência com o Git é que você precisa entender os fundamentos de como ele funciona para usá-lo de forma efetiva. E assim, você conseguirá se diferenciar dos seus colegas e te dará autoridade no assunto!

Para você dominar o Git você deve seguir esses três passos:

  • Entender bem os conceitos da ferramenta.
  • Praticar, praticar e praticar.
  • Repetir os dois passos acima.

Então, vamos aos conceitos.

O Git funciona maior parte offline

Grande parte das operações do Git funcionam localmente (offline). Essa é uma grande diferença para quem vem de outras ferramentas como SVN ou CVS. Alguns exemplos de operações que funcionam offline: criar/deletar commits, criar/deletar branches, merges entre branches…

Isso é bom porque você consegue fazer a maior parte do seu trabalho sem ter que usar a rede, que é onde as coisas começam a ficar lentas. Também é bom porque você pode trabalhar mesmo sem ter internet.

Mas Bruno, como pode commits e branches serem locais?

Quando você faz um commit ou cria uma branch isso será refletido, a princípio, somente na sua máquina. Ou seja, o Git fará todo o controle para você mas ninguém do seu time verá isso.

Então ele não consegue gerenciar códigos que são mantidos por vários desenvolvedores que usam máquinas diferentes?

Claro que sim! É nesse caso que entram os repositórios “remotos”.  Repositórios remotos armazenam versões do seu projeto na nuvem ou em uma rede rede em algum lugar.

Para você sincronizar o que você fez localmente com um remoto você precisa utilizar os comandos pull e push.

Começando a utilizar o Git

Para iniciar a utilizando do Git você tem que fazer o download e instalá-lo. Agora, existem duas opções para começar a utilizá-lo:

  1. Iniciando um projeto do zero. Por exemplo, você quer iniciar um projeto pessoal seu agora e utilizar o Git.
  2. Ou, iniciando a partir de um projeto existente. Por exemplo, você trabalha em uma empresa e os devs de lá te pediram para baixar (clonar) o projeto.

Vou explicar como começar nas duas:

Iniciando um projeto do zero com o Git

Essa opção é muito fácil! Basta você navegar até a pasta do seu projeto e executar o comando o seu terminal:
cd o-projeto-que-vai-me-deixar-rico-no-mes-que-vem
git init

e voilá! O Git está funcionando no seu novo projeto.

Iniciando o Git a partir de um projeto existente – clonando

Esse chega a ser mais fácil que o de cima. Basta rodar o seguinte comando:

git clone https://a-url-do-projeto-dos-meus-colegas-que-vao-ficar-de-cara-com-minhas-habilidades-no-git

A grande diferença entre as duas criações de projeto é o repositório remoto. Na primeira, o seu Git irá funcionar somente local e na segunda como você já disse de onde clonar, o Git por de baixo dos panos “roda” o comando da opção 1 e em seguida atribui um repositório remoto para o projeto utilizando o seguinte comando:

git remote add origin https://a-url-do-projeto-dos-meus-colegas-que-vao-ficar-de-cara-com-minhas-habilidades-no-git

Tá vendo “origin” escrito aqui em cima. Então, esse é o nome do seu repositório remoto. Ah-há…. se você já usou o Git sem estar claro o conceito de remoto sua ficha deve estar caindo agora… e você deve estar se lembrando de quando você digitou o esse comando por exemplo:

git push origin master

Nesse caso, o que você disse para o Git foi: “Git, envia para mim o meu código para o repositório remoto origin, que você já sabe a url, e coloque na branch master dele.”

Agora que você já sabe o que são os repositórios remotos vou te mostrar como fazer commits e enviar para repositórios remotos.

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